bem, mais uma vez, o meu pedido de desculpas pelo atraso das actualizações, mas não tem sido fácil arranjar tempo e muita vontade de escrever. Mas, depois de algum descanso e de alguns trabalhos da escola adiantados, aqui estou eu mais uma vez, para vos contar as minhas peripécias por terras checas.
A partida para Ostrava foi bem cedo no sábado, 22 de Março.
Fizemos o nosso percurso normal até à estação de comboio e depois até Pardubice, onde mudámos de comboio para uma viagem de 3 horas até Ostrava, mas sem lugar...
eu consegui sentar-me no único lugar que havia, para uma pequena sesta, mas depois dei o meu lugar a outra pessoa, por sinal, o Alexandre, o Tuga de Pilsen.
Chegados a Ostrava fomos recebidos por alguns dos representantes dos Buddy Sistem de Ostrava, onde se encontrava o Vitor, um Alentejano do Porto...
Guiaram-nos até aos pontos principais da cidade que foram, apenas, uma torre e uma praça, o que quer dizer que esta cidade é muito fraquinha.
Na torre podíamos por uma bbandeira do nosso país, eu fiz o possível para ser perto de Lavre.
Depois fomos almoçar, onde pela primeira vez, alguma coisa soube quase à comida portuguesa. Era porco com um refugado de cebola que não era bem igual ao nosso, mas já ajudava. De qualquer modo, nunca tinha comido porco assim, acho eu!
Depois do almoço, fomos até um espaço onde têm aqueles monumentos em miniatura e onde se podem tirar algumas fotos diferentes. Sinceramente, eu prefiro ver as coisas reais e, felizmente, já vi algumas.
Entre os vários monumentos havia linhas de comboio e comboios sempre a andar. Acho que o Jaime ia adorar correr atrás dos comboios e espreitá-los nos túneis.
No final, não havia muito mais para ver nesta bela cidade, onde me parece que só viemos por causa de uma dita rua famosa, cheia de bares, onde as pessoas têm um mau aspecto acima do normal, assim como todas as pessoas daquela zona.
Fomos então comprar alguma comida e dirigímo-nos ao hostel, para descansar, tomar banho, jantar e antar... a reunião para o jantar voltou a ser no nosso quarto.
Depois do jantar, o encontro à entrada do hostel, para seguirmos para a famosa rua dos bares onde começámos por assistir a uma sessão de pancadaria.
Na manhã seguinte, fomos para as minas de carvão.
Este foi um sítio um pouco mais interessante, onde tivemos direito (pagámos) a um guia que falava inglês, andámos dentro das minhas, experimentámos o equipamento dos homens e até andámos numa pista de salvamento em caso de acidente...
Seguimos depois para uma cidade perto de Ruznov, onde ficámos instalados num Hostel não do este, mas do Faroeste... as pessoas assustavam mais que eu.
Fomos jantar a um sítio bastante fixe, tendo em conta o ambiente desta zona. Aqui comi um queijo frito enquanto falava com o Rui e o Peter, porque em toda a viagem foi o único sítio onde arranjei net.
Voltámos depois ao hostel, onde fiquei com a Riet, a Bibi e a Sneji. As duas primeiras começaram a contar uma história, sobre uma dita galinha roxa, que era suposto nós continuarmos, mas, como é normal, quando chegou a minha vez, eu já não conseguía falar.
Na segunda-feira de Páscoa, 24 de Março, acordámos e começámos por nos aperceber que... estava a nevar. Este foi um factor interessante para alegrar o dia, porque as guerras foram constantes.
Depois despedi-mo-nos da Caroline, a namorada do Mat, que ao contrário de outros namorados e amigos veio cá nesta pausa... (eu sei que não é fácil, só gostava que cá tivessem mais vezes).
Apanhámos o comboio para Ruznov, o local onde iríamos ver um museu ao ar livre e onde estava instalada mais uma feira da Páscoa, recheada de Brambrakys com óleo e chocolates quentes só de água :P
Como o frio apertava e ainda faltavam umas horitas para o comboio decidimos infiltrar-mo-nos num restaurante, onde podíamos estar bem mais quentinhos.
Fomos pedindo chás e sopas e mantive-mo-nos na mesa durante mais de uma hora, com pessoas a ir embora porque não tinham lugar. Como já sei o que significa as pessoas irem embora até me estava a custar estar ali, mas era o único sítio onde estava quente. Tenho a certeza que havia uma pessoa que ficava zangada se alguém fizesse isto.
No mesmo restaurante, mas no edifício ao lado, estava o resto do pessoal, a fazer uma grande festa, sem nós nos apercebermos. Só sabemos que o Odjucko bebeu uns chopitos a mais e foi bastante turbulento na viagem de regresso.
A viagem foi bem grande, aproximadamente 4h, e apesar de termos os lugares reservados, não foi fácil conseguirmos sentar-nos, por exemplo, na nossa cabine éramos 8 em vez de 6.
Neste trajecto, como estava com alguns espanhóis, deu para falar um pouco Portugnol e para cantar umas músicas do Quim Barreiros, que os rapazes conheciam.
Mais tarde, por volta das 22h de segunda-feira de Páscoa, um dos meus dias preferidos, em vez de estar a regressar a casa do Vale Felez (ou lá onde é isso agora), estava a regressar de uma cidade muito estranha, a este espaço que por agora está ocupado por mim.
sexta-feira, 28 de março de 2008
trip to Ostrava e Ruznov
Posted by
roanita
at
19:25
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